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Quem entrou e quem saiu Imprimir E-mail
Fonte: O País - Editado por AD   
Monday, 08 February 2010
ImageVirgílio de Fontes Pereira (MAT) deixou o cargo de ministro da Administração do Território. Foi no seu consulado que se começou com o processo de desconcentração financeira, com a criação do fundo de apoio às administrações.

Cada administração passou a receber cinco milhões de dólares para realizar algumas tarefas de sua competência.

Foi também no seu consulado que se realizaram as segundas eleições legislativas. Todo o processo organizativo das eleições esteve, nomeadamente o registo eleitoral, a cargo de uma comissão interministerial coordenada pelo ministério da administração do Território no tempo de Fontes Pereira.

António Burity da Silva Neto (MED)
Deixa o ministério da Educação depois de o ter dirigido no tempo em que se arrancou com a reforma do sistema educativo.

Viu ser-lhe retirada a tutela do ensino universitário, com a criação da secretaria de Estado para o Ensino Superior, mas pôde inaugurar os vinte institutos médios criados nos últimos três anos. Os médios agrários e alguns politécnicos estão na Lista.
Nos dois últimos anos fala-se da redução do número de colégios privados como resultado do aumento da oferta pública, apesar de subsistirem as queixas sobre a falta de qualidade do ensino fornecido pelo Estado, principalmente nos níveis de base.

Salomão Xirimbimbi (Pescas)
Teve na revisão dos acordos sobre as pescas com a União Europeia um dos seus momentos mais visíveis, mas ao longo do seu ministério foram também instituídas as pausas obrigatórias na pesca de algumas espécies como o carapau.

Foi com Xirimbimbi nas Pescas que se começou a falar da concorrência que as colónias de focas instaladas no sul litoral sul fazem aos humanos no consumo do peixe do nosso mar. Mas o fomento à pesca artesanal levou milhares de embarcações e outros instrumentos de pesca a outros milhares de beneficiários, no litoral e nas zonas fluviais. A aquicultura é também um caminho iniciado.

Manuel Rabelais (Comunicação Social)
Viu surgir os grupos de média privados no país, pondo fim ao monopólio do Estado.

A primeira estação privada de televisão, a TV Zimbo, nasceu no seu ministério e foi nesse tempo também que se deu a internacionalização da emissão da TPA.

Houve a saída de alguns quadros de empresas públicas para órgãos privados, o Jornal de Angola, a RNA e a TPA perderam profissionais para órgãos da Médianova e da Scor Média. Ao longo do seu consulado não aconteceu a esperada aprovação do Estatuto do Jornalista, os profissionais continuam sem a respectiva carteira.

Pedro VanDúnem
Longe dos holofotes, teve um consulado de preparação da legislação sobre os antigos combatentes e veteranos de guerra que ainda não está concluído. Satisfazer as expectativas dos veteranos foi uma das grandes tarefas, unindo ex-combatentes vindos das várias guerras que o país teve e dos três movimentos político-militares existentes antes da Independência Nacional.

Higíno Carneiro (Obras Públicas)
Teve um ministério que viu a recuperação de milhares de quilómetros de estradas; construiu-se, no seu pelouro, os estádios que acolheram o CAN e os quatro pavilhões multiusos.
As pontes sobre o rio Catumbela, em Benguela, e sobre o rio Cunene, no Xangongo foram outras das marcas. Outras da realizações durante o seu ministério foram a recuperação dos aeroportos de Benguela, Huila e Luanda e o lançamento e construção de projectos habitacionais como os do Zango e Camama, tal como outros noutras localidades do país como Cabinda, Malange e nas lundas.

Severim de Morais (MINFIN)
Tinha sido vice-ministro antes de chegar ao cadeirão de ministro. Assumiu o cargo em 2008, numa altura em que se começavam a fazer sentir os efeitos da crise económica e financeira que abalou o mundo. No seu ministério Angola viu subir ligeiramente a inflação e houve um momento de “loucura” na relação Kwanza – dólar, com a moeda nacional a desvalorizar ante a moeda norte-americana.
Chegou-se mesmo a limitar as transferências para o exterior, queixaram-se os bancos. No ano passado houve um orçamento rectificativo e a emissão de títulos do tesouro e da dívida pública, os resultados parece não terem ainda sido alcançados na plenitude.

Bornito de Sousa (MAT)
Estreia-se no Governo vindo do Parlamento onde esteve como presidente do grupo parlamentar do MPLA.

Conduziu o seu grupo nos trabalhos de elaboração da nova Constituição, liderou mesmo a Comissão Constitucional da Assembleia da República. Espera-se dele a organização do sistema autárquico angolano e a continuação da desconcentração financeira e administrativa do Estado.

Pinda Simão (MED)
Ascendeu de forma quase natural, foi vice-ministro deste mesmo pelouro e deu o rosto pela reforma do sistema educativo.

Espera-se pela melhoria da qualidade do ensino público, do aumento do material escolar e pelo aumento da oferta que acabe em toda a Angola com o problema das crianças ainda fora do sistema escolar. O analfabetismo é outra praga a combater.

Carolina Cerqueira (Comunicação Social)
Vai lidar com jornalistas, uma classe com características muito particulares e capaz de influenciar a vida de todo um país. Sendo jornalista sabe ao que vai.

Entra num momento em que começam a afirmar-se os grupos empresariais de comunicação social, o que torna mais necessária a regulamentação da legislação sobre o sector. Espera-se que consiga alterar as situações que colocam a comunicação social pública permanentemente sob críticas por alegado alinhamento político.

Kundi Paihama (Antigos Combatentes)
Não é uma estreia.

Foi ministro da Defesa e é dos mais antigos membros do executivo. Vai ter de dinamizar um sector que poderá ganhar com a sua influência e mediatismo. Mas terá de continuar o grande trabalho de acomodação e satisfação dos antigos combatentes e seus descendentes.

Cândido Pereira Van-Dúnem dos Santos (MINDEF)
A modernização das forças armadas é a sua tarefa num país que se quer afirmar como potência económica no continente. A inviolabilidade das fronteiras e a salvaguarda dos recursos naturais angolanos serão outras tarefas, além da participação em tarefas da reconstrução nacional e da protecção civil. A formação de quadros e o funcionamento pleno da Caixa de Segurança de Segurança Social deverão estar também em agenda.

Última Actualização ( Sunday, 07 February 2010 )
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